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Textos Para Lembrar de Ir a Praia

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Biblioteca Nacional 2021 · Poesia - Prêmio Alphonsus De Guimaraens
Vianna
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Sobre o livro

Ao ler os versos de textos para lembrar de IR à praia, livro de estreia de Rodrigo Luiz Pakuslki Vianna, algo nos invade, não sabemos se o mar, se areia, se maresia, se sereia, se pérola, mas de certo somos levados a caminhar por "uma praia que abarca todas/ as ausências que contemos" - praia circular-infinita que oxida a cidade. No oceano de ruínas, é o esqueleto do mar e seus véus de ondas de água-viva que vemos. A paisagem bonita novamente, tocada pela natureza. (.) Rodrigo também escreve poemas de amor com maestria. Como no belo e sonoro "sol de maio": "perturbo teu horizonte por um lapso/ para ver surgir no teu rosto meu máximo/ criamos o todo que a perícia perdura/ a circunstância tem vida e espessura/ dedos costuram candura com areia". As três seções do livro parecem dissolver os limites entre o corpo e a praia, enxergam a morte da areia mumificada num brinco - e como poeira cósmica que somos, o poeta nos diz que "a areia é um fragmento da areia". A música que se repete na concha dos ouvidos é o som dos pés molhados secando na faixa de areia; o silêncio de todo o oceano despedaçando o labirinto. A praia e a cidade: cenários. A praia como extensão da cidade, ambas como extensão do corpo. Definitivamente "as praias irão invadir os arranha-céus" e enfim poderemos assistir "grãos de areia construindo a elipse", a noite movimentando o desenho do céu, "o início da viagem de cada peixe". - Natália Agra.

Páginas

124

Editora

Reformatorio

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